Holofote de Notícias Corporativas: Netflix

De Kayleigh Yerdon, Estagiária de Verão 2015, Universidade Cornell Imagine o seguinte: Você vai para casa depois de um longo dia. Você prepara o jantar e, em seguida, se estica no sofá. Você talvez leia um livro por um pouco até seus olhos ficarem pesados, ou... como muitos de nós, você talvez vá direto para o Netflix.

Essa não é uma cena incomum. Mesmo que você não seja um tipo de usuário de “todas as noites” do Netflix, existe grandes chances de você se sentar com a família, os amigos ou guloseimas e usar o serviço de streaming de vídeo on-line para assistir a seus programas com uma certa frequência. Na verdade, foi previsto que o serviço de streaming atingiria quase 82 milhões de assinantes nacionais e internacionais até o final do primeiro trimestre de 2016. Para uma empresa que tem crescido de forma tão constante desde sua formação em 1997, só se pode esperar que seu crescimento continue.

Então, por que a Netflix é o tema de um “Holofote de Notícias Corporativas”? Parece que eles já têm tudo planejado! Aqui estão os motivos:

Nesta semana, a Netflix anunciou que seus membros “com direitos adquiridos” começariam a pagar taxas mais elevadas a partir de meados de maio. A empresa define “usuários com direitos adquiridos” como os que assinaram o serviço por dois anos ou mais, embora os usuários norte-americanos que não sabem ao certo qual é a data de sua assinatura inicial podem verificar suas configurações de conta para ver quando suas assinaturas vão mudar. Em vez de um pagamento mensal típico de US$ 7,99 que os membros afetados pagavam no passado, as taxas sofrerão um aumento de US$ 2 por mês. Faça as contas, isso dá um total de US$ 9,99 pela assinatura mensal, um aumento de 25% no preço por usuário. Pelo mesmo produto.

Pense nisso! Melhor ainda, estima-se que apenas 3 ou 4 por cento de todos os membros que veem aumentos de preços (todos os 17 milhões deles, para sua informação) vão realmente cancelar suas assinaturas quando essa política entrar em vigor. Esse movimento segue um aumento de preços desde outubro de 2015, quando a empresa também aumentou o preço de seu plano mais popular em US$ 1. Visto que o aumento de preço anterior não resultou em redução de apoio à Netflix, espera-se que o aumento dos preços para membros com direitos adquiridos mais uma vez terá um resultado positivo. Em última análise, se tudo isso funcionar como a Netflix espera, o serviço de streaming de vídeo terá 96% de seus usuários de longo prazo pagando 25% a mais por suas taxas mensais. Isso nem sequer inclui o anúncio que eles fizeram de novos aumentos nos preços internacionais que ainda estão por vir.

Agora a pergunta é: você pagaria os US$ 2 adicionais? Se você é como a maioria das pessoas, tem tido o hábito de usar esse serviço há anos e é fã do produto, de modo que talvez não se importe em pagar US$ 2 a mais todo mês.

Na minha opinião, a Netflix fez o maior blefe de 2016. Eles viram que seus clientes estariam dispostos a pagar mais pelo mesmo serviço e mexeram os pauzinhos para isso. Embora esse movimento seja arriscado, visto que os clientes “com direitos adquiridos” provavelmente já estão acostumados com os US$ 7,99 por mês de sempre (e, convenhamos, ninguém gosta de mudanças), eu acredito sinceramente que poderíamos ver uma disparada nos lucros da Netflix como um efeito desse anúncio. É claro que isso poderia significar ótimas coisas para o preço das ações da Netflix, também!

Naturalmente, todos nós vamos ter de esperar para ver quando o plano da Netflix entrar em ação em maio. Fiquem atentos e façam suas pesquisas, investidores sábios. Parece que a Netflix não vai “esfriar” tão cedo.